• Ceura Nolasco

Homem é amigo de homem, mulher não é amiga de mulher. Por quê?

Atualizado: 14 de Ago de 2020

…tu já vistes o namorado da fulana… que gato hein, quem diria; como é o vestido que tu vais usar na festa… E se estabelece com clareza a relação competitiva e invejosa entre as mulheres, enquanto que:

…e tu vai te enforcar mesmo então… todo mundo um dia se enforca, vai rolar uma despedida legal; é a gata do cara… pega leve, e se estabelece uma energia de cumplicidade e fidelidade.

Os homens são amigos e fieis aos princípios masculinos que são simples e objetivos. Eles são práticos e suas opções são apenas duas. É ou não é.  As mulheres em  suas infinitas possibilidades estabelecem uma imensa variedade de avaliações, e entre elas se perdem no processo competitivo e invejoso, mergulhando na insegurança histórica feminina.

A cumplicidade masculina também é histórica e simples de entender. Os homens sempre foram os guerreiros na terra, desenvolveram o foco na causa, e tornaram-se fieis a ela e aos companheiros. Eram cúmplices e chegavam a matar para salvar seus ideais, amigos, companheiros e familiares.

Já as mulheres, após o matriarcado, perderam sua referencia e subjugadas a uma inferioridade dependente onde o sucesso estava ligado à conquista do companheiro, se tornaram inseguras e competitivas. Sem a possibilidade de serem elas mesmas, dependiam de suas conquistas afetivas para mostrarem sua força e poder. A partir dai dissimular, invejar e competir era o meio mais fácil para andar em direção do que lhes era permitido como “sua causa” e obter sucesso.

O mundo feminino se perdeu em sua jornada evolutiva e segue nesta onda até hoje. É comum a critica e o julgamento entre as mulheres. Elas reconhecem qualquer movimento diferente de outra fêmea como ameaça e partem para a não aceitação. São relações de igualdade que se estabelecem como duradouras. Todas fazem tudo igual, ai se sente seguras.

Mentem umas as outras, quando não são sinceras em relação aos fluxos vitais, não relatando o sentido verdadeiro de ser mãe, o lado bom e o ruim, de menopausar, ou de engravidar. Vivem a dissimulação, a mentira de um mundo mágico e mesmo sabendo que ele não existe continuam mentindo umas as outras.

Vai lá amiga!… mulher não protege mulher.

E infelizmente, o inconsciente coletivo ainda forte leva você a olhar para o marido da outra e dizer: nossa como ele é interessante, sem lembrar que ele ronca como o seu. A competição e a inveja no feminino já é quase consciente e elas já chegam a admitir que se vestem umas para as outras.

No trabalho, na escola, na relação com as mães dos coleguinhas do filho, dos colegas de trabalho do marido, a crítica rola solta e a interação mais próxima só acontece com aquela que não gera ameaça potencial. É um mundo de projeções e ações desnecessárias, que ainda refletem a fragilidade de nosso equilíbrio.

A Terra, precisa de nós. Ela é feminina e nosso equilíbrio sustenta a possibilidade de um maior equilíbrio para ela, uma vez que somos nós mulheres, em numero real, mais que o dobro de homens na terra. E se nos abríssemos a esta consciência usaríamos nossa força muito mais a nosso favor, do que contra nós mesmas como fazemos no dia a dia.

Mulher precisa ser amiga de mulher!

Mudarmos a história e lutarmos juntas pela possibilidade de não mais nos trairmos na competição e na inveja vivendo a autenticidade, a segurança individual, aceitando as diferenças umas das outras, e não mais as vendo  como uma ameaça e sim como estados complementares de uma energia divina e criativa que pode e deve mudar o mundo.

1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo