• Ceura Nolasco

Quando estamos juntos queremos separar e quando estamos separados queremos juntar. Por quê?

Atualizado: 14 de Ago de 2020

A dialética de estar junto com quem se ama. Quando estamos juntos queremos separar, quando estamos separados queremos juntar…

Os padrões de condicionamento encaixotaram as relações dentro de uma porta retrato desde a década de 60 quando vivíamos o que ainda falamos hoje, a foto da família da margarina, pai e mãe apaixonados filhos lindos e um cachorro feliz.

O tempo passou, vivemos um movimento ‘’beat/hippie’’, vivemos a era holistica em 90, nos deparamos com a nova era em 2012 e ainda estamos presos a velha foto do porta- retrato.

Precisamos casar ter filhinhos e sem nos darmos conta vivemos um “conto de fadas”, os tempos mudaram as relações também, hoje casamos separamos ,temos filhos de um casamento e as vezes de outro também e quando nos apaixonamos ignoramos a complexidade das interações e queremos viver o “conto de fadas” com os meus os teus e os nossos.  

Tudo que conseguimos é criar um rápido e acelerado desencantamento, a paixão o amor se dilui nas brigas dos adolescentes nos estilos diferentes de criação os pequenos onde tentamos desesperadamente criar uma sintonia ressonante onde só há a possibilidade de aceitarmos as diferenças.

O mundo mudou a tecnologia muda a cada segundo somente nós homens e mulheres que continuamos os mesmos, apegados as relações duais, morrem de medo de ficar sozinhos e absolutamente possessivos numa era em que o planeta se abre para infinitas possibilidades

Homens e mulheres precisam se abrir para um novo padrão de relacionamentos, querer estar junto, deve acontecer naturalmente e não como uma imposição contratual e social. O amor deve fluir de forma simples e natural onde os pares se encontrem para desfrutar dos melhores momentos da vida e possam contar um com o outro na hora do grande aperto, porem a individualidade não esta só quando necessário , encarado como um momento evolutivo e não como uma recusa de querer estar com o outro.

As mulheres donas absolutas do poder criativo deveriam abrir-se para co-criar com seus parceiros novas formas relacionais, com respeito cumplicidade e parceria, pois queridas mulheres está teu homem dentro de casa não te garante em nada a cumplicidade dele contigo em seu coração, é mais uma ilusão feminina que acredita que ao enlaçar o macho o terá para si pleno quando na verdade isto é a grande ilusão da vivencia feminina na relação com o masculino.

Nossas avós tinham um ditado: ‘’Minha filha solta e deixa ir, se ele voltar sempre foi teu, se não voltar nunca te pertenceu’’.

Então que nós possamos buscar em nossos úteros a força criativa a determinação e a fé para acreditar que é possível ser feliz com o nosso companheiro dentro de uma nova proposta de relação.

Quartos separados, cada um em uma casa cada um em uma cidade em diferente enfim…

A criatividade é sua boa sorte!

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