• Ceura Nolasco

Quando o amor acaba… Será que ele acaba?

Quantos de nós já conhecemos aquele casal que aparentemente tinham tudo para serem felizes e de repente separam-se… e o ódio se estabelece entre eles? brigas e brigas judiciais, pensão, guarda dos filhos, e bens?

Ou aqueles que precisam colocar um limite nos encontros furtivos porque, apesar de separados não conseguem se desligar?

Ou que se mantém absolutamente entre ligados em suas vidas pessoais, com a desculpa real, de serem os pais de seus filhos, mas manterem-se no controle disfarçado da vida um do outro?…

E quantas mulheres, mesmo depois de uma traição, cuidaram de seus ex maridos em leito de morte/ ou após um acidente?

Ou ficam amigos íntimos para sempre? Para o desespero dos novos companheiros?

Ou aqueles que levaram para eternidade a ilusão de um retorno que venceu a idade?

A nossa capacidade humana de amar é absolutamente muito mais transcendente e fluida do que nós ousamos realmente imaginar. Quando vinculamos a alguém, por menos que confessemos aos amigos e amigas este amor, ele se estabelece igual por um dispositivo natural humano que se chama amor incondicional de construção e sustentação da espécie.

O que fazemos com esta freqüência amorosa quando o amor acaba é o que nos interessa aqui: primeiro esta emoção básica de sustentação do campo da espécie, ela jamais acaba. O que acaba é o encantamento… Este sim acaba. E este é a manutenção de todas as interações afetivas na Terra!

O amor sustenta o vínculo… O encantamento mantém o vínculo!

A capacidade de amar estabelece o vínculo e é o alicerce da casa… Enquanto o encantamento é a capacidade motivacional de construir vários e vários andares nesta casa chamada relação afetiva conjugal.

Alguns de nós guiam-se direto para a polaridade oposta e o ódio é estabelecido. Regem-se por impulsos mais primitivos de destruição e; se o brinquedo não é mais meu… então ninguém brinca. A raiva se estabelece como a nova freqüência e tudo gira em torno da fantasia de que destruir o outro acertará as contas.

O amor humano é um amor passível de infinitas possibilidades e variações dentro das diferentes raças, etnias e formas pensamento circulantes na imensidão planetária, logo é importante apenas sabermos que o sentimento básico de sustentação da espécie é comum.

E até o mais nobre inglês pode entrar na raiva quando o encantamento acaba, e o mais liberal dos sultões não admitir liberar sua concubina a outro sheik.

E podemos afirmar então que o amor nunca acaba, pois ele uma vez estabelecido em qualquer de suas nuances, apenas muda a polaridade.

Transforma-se em ódio, posse, compaixão, tesão, dependência, amizade, ou ilusão, mas não acaba. O que acaba é o “encantamento” este sim acaba e deixa apenas a forma mais básica e primitiva do laço de amor… o famoso amor  humano, aquele que se tem até por um criminoso se a ele vemos agressões avultosas contra os direitos humanos mostradas na TV.

Os vínculos humanos imprimem a condição lógica da existência básica do amor. Não há vínculos sem amor… uma vez vinculado… em amor humano para sempre ligado. Em que você transformará esta ligação depois do encantamento, dependerá de sua história pessoal e de quanto você é capaz de amar a si mesmo.

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